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Cientistas apontam a relação entre câncer e infertilidade masculina

Resultado de imagem para Cientistas apontam a relação entre câncer e infertilidade masculinaDois dos principais problemas urológicos masculinos, o câncer de próstata e a infertilidade estão associados, sugere um estudo baseado em dados de 1.181.490 suecos. Embora a relação já tenha sido levantada anteriormente, essa é a pesquisa sobre o assunto com maior número de participantes. O resultado mostra que, estatisticamente, homens com dificuldade de conceber naturalmente têm risco de 30% a 60% mais elevado de desenvolverem o tumor maligno, comparados a pais que não precisaram recorrer a técnicas de fertilização.

Além disso, a chance de terem a doença precoce, antes dos 55 anos, é quase o dobro. O artigo foi publicado no British Medical Journal. Como tanto o câncer de próstata quanto a infertilidade masculina têm associação com os hormônios androgênicos, como a testosterona, há tempos os médicos tentam estabelecer a relação entre as duas condições.

Porém os autores do estudo, conduzido por três instituições suecas, observam que as pesquisas anteriores eram limitadas por questões metodológicas: ou envolveram um número pequeno de participantes ou os acompanharam por um curto período. Agora, eles estudaram mais de 1 milhão de registros médicos referentes a um prazo extenso, de 1994 a 2014. Trata-se, porém, de uma pesquisa observacional, que não estabelece causa e efeito.

Para conseguir um número tão expressivo de casos de infertilidade e concepção natural, os pesquisadores procuraram registros nacionais de nascimentos na Suécia entre 1994 e 2014. Os pais foram agrupados de acordo com o status de fertilidade, por modo de concepção: 20.618 (1,7%) por fertilização in vitro (FIV), 14.882 (1,3%) por injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) e 1.145.990 (97%) natu-ralmente.

A idade média no parto foi de 37 anos para pais tratados com fertilização in vitro e ICSI e 32 anos no caso dos que conceberam sem necessidade de tratamento. Os pesquisadores usaram registros nacionais de câncer para identificar novos casos de tumor maligno de próstata até 20 anos depois que os bebês nasceram.

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