Blog do Itamar

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

Resultado de imagem para COLUNA POLITICA DO

MORNA

Embora fique cada vez mais perto o ano eleitoral, nesse momento a política afogadense está morna. Há quem diga, que esse cenário deve mudar até o Carnaval, ou antes mesmo, caso o ex-prefeito Totonho Valadares (MDB) resolva chutar o pau da barraca e declarar o rompimento político com o prefeito Zé Coimbra (PSB). Por enquanto Antonio e Zé estão estudando o tabuleiro do xadrez. Apesar de não ser jogador, Coimbra demonstra intimidade com as peças e só vai de fato mexer no tabuleiro na hora em que o Cabeça Branca definir seu rumo político.

DESMENTIU

Em entrevista concedida a Rádio Triunfo FM, o vereador Nego Rico (PROS) desmentiu os boatos de que teria retirado a pré-candidatura a prefeitura de Triunfo pelo grupo de oposição. O parlamentar rebateu as críticas feitas pelo ex-prefeito Luciano Bonfim (Avante), avaliou a gestão do prefeito João Batista (PL), que segundo ele está deixando a desejar, mas também teceu elogios aos seus adversários políticos. Nego declarou ainda que seu plano de governo será construído junto com a população em geral e se for eleito vai devolver a a cidade a todos os triunfenses, já que seu lema é “Triunfo Para Todos”. O pré-candidato falou que não quer chegar a prefeitura negociando cargos, com promessas de emprego, nem com negociações com empresas, sua campanha será com um discurso inovador, de transparência e de mudança.

SE FORTALECENDO

O empresário Gilson Bento (Republicanos) vem ganhando adesões importantes no município de Brejinho. Gilson é o candidato do grupo de oposição e enfrentará nas urnas o ex-prefeito José Vanderley (PSB) que já anunciou a sua pré-candidatura pela situação. Com uma gestão apática, a prefeita Tânia Maria (PSB) foi descartada pelo grupo no que concerne a ideia de reeleição. Em vantagem, Vanderley vai para o embate, ciente de que a eleição será diferente de 2016, quando a atual prefeita venceu com larga vantagem nas urnas o ex-prefeito Chico Dudu (PL).

COLIGAÇÕES

É imenso o número de pretendentes ao cargo de vereador. Essa é a grande especulação do momento em todas as rodas da política. E isso na verdade acontece pelo simples fato de boa parte dos sonhadores como uma cadeira numa câmara municipal ainda não ter entendido bem as mudanças na legislação eleitoral, pondo fim nas coligações proporcionais.

OBJETIVOS

A justificativa para a vedação às coligações nas eleições proporcionais é a de fortalecer o sistema político-partidário, como se passassem por uma seleção natural dos partidos, em que apenas subsistirão aqueles mais preparados, aqueles que possuam realmente uma ideologia, que são organizados, aqueles que, ao longo do tempo, souberem fazer uma melhor leitura da estrutura política, que possam conseguir filiados através de suas propostas, ou seja, inibindo a criação e existência dos falsos partidos que estão comprometidos com a democracia e o Estado de Direito, limitando-se a negociar o seu tempo de rádio e televisão por interesses espúrios.

FAVORÁVEIS

A alegação é que o fim das coligações proporcionais é uma saída para diminuir a fragmentação partidária no país. Mas como toda nova norma, só saberemos se os fins perseguidos pelo legislador e a real intenção normativa serão alcançados após ela entrar em vigência e reger as relações para as quais foi criada.

SISTEMA

Vai ser assim: o sistema proporcional vai vigorar, com a diferença de que não terá coligações. As coligações vão ser possíveis somente para os cargos majoritários, ou seja, a disputa para prefeito nas próximas eleições.

Detalhando: com o fim das coligações, vão se eleger os candidatos mais votados dentro dos seus partidos, desde que o partido consiga atingir o quociente eleitoral.

COEFICIENTE

Além desta regra que passará a vigorar a partir de 2020, já existe desde 2016 uma disposição que exige para eleição dos candidatos desempenho mínimo nas urnas, isto é, para se eleger, o candidato deverá atingir 10% dos votos do quociente eleitoral exigido para a referida eleição.

EXEMPLO

Se tivermos dez cadeiras e 100 mil votos válidos, logo o quociente partidário será de 10 mil. Isso quer dizer que a cada 10 mil votos o partido tem direito a uma cadeira. Entretanto só poderão ser eleitos os candidatos que atingirem 10% do quociente eleitoral, que neste exemplo é de no mínimo 1 mil votos para ser eleito. Para o próximo ano não haverá a possibilidade de candidato a vereador ser eleito a reboque de alguém com alta votação como ocorria nas coligações antigas. O efeito tiririca não vai funcionar para 2020.

FIM

Com a nova regra, válida já para as eleições de 2020, não mais existirão coligações partidárias para eleições proporcionais, que são aquelas utilizadas para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores, de modo que cada partido deverá lançar sua própria chapa visando a estes cargos. As coligações passam a existir apenas para as eleições majoritárias.

CRISE

O prefeito de Tabira Sebastião Dias (PTB) atribui o fraco desempenho da gestão a herança maldita que recebeu do seu antecessor e adversário político, o ex-prefeito Dinca Brandino (MDB). O poeta faz questão de dizer que recebeu a cidade com sua população sofrendo as mazelas da gestão anterior:  transporte destroçado, idem para a saúde, para a educação e vai por aí afora. Bastião tem dito que tem sido difícil enfrentar a crise persistente criada por Dinca.

 

Facebook
Facebook
TWITTER
Instagram

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *