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Paciente pode transmitir novo coronavírus até três meses após a recuperação

EBCSegundo a diretora do Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia, Anna Popova, uma pessoa com Covid-19 pode continuar a transmitir o coronavírus até 90 dias após a recuperação.

Sputnik – Uma pessoa infectada com a COVID-19 pode transmitir o novo coronavírus mesmo após recuperação e o processo pode durar até três meses, declarou a entidade de saúde russa. Uma pessoa com COVID-19 pode continuar a transmitir o SARS-CoV-2 até 90 dias após a infecção, alertou Anna Popova, diretora do Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor).

Popova explica também que a transmissão pode ocorrer nesse período mesmo que o infectado não apresente mais os sintomas da doença.

“Nossos monitoramentos [de pacientes] hoje em dia [duram] até 48 dias, já no exterior há [monitoramento de pacientes de] até 90 dias”, explicou a dirigente do Rospotrebnadzor durante sessão do Comitê Executivo da Academia Russa de Ciências.

“Uma pessoa que não tem mais sintomas, que se sente perfeitamente bem e com o sangue com todos os indicadores perfeitos, mesmo assim emite o vírus pelo nariz”, salientou. Popova, todavia, não especificou quais são as hipóteses de uma pessoa que teve COVID-19 infectar outras pessoas.

Ressaltou ainda que até o momento os dados sobre o novo coronavírus não são suficientes e não se conhece completamente origem e evolução da doença, nem seu mecanismo de impacto. Dessa forma, não se sabe as consequências a longo prazo, a duração da imunidade ou o nível de imunidade que garante a proteção ao vírus.

Popova destacou também que o Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor não registrou mutações significativas do SARS-CoV-2 após estudar 422 amostras.

“Qualquer mudança no coronavírus pode levar à perda de controle sobre este vírus […] Hoje, Vektor tem 422 amostras isoladas de genoma, algumas delas representadas em um banco de dados internacional. Até o momento, não foram encontradas mudanças significativas no genoma”, esclareceu a dirigente do Rospotrebnadzor.

O Vektor também está trabalhando no desenvolvendo de uma vacina contra a COVID-19, EpiVacCorona. Os testes clínicos vão até 30 de setembro e o primeiro lote da EpiVacCorona deve ser lançado em novembro.

Brasil 247

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