As tradicionais”noites de ano”

Resultado de imagem para LEMBRANÇASLá se foi 2017. Com ele muitas alegrias e tristezas, frustrações e realizações. Nas últimas semanas do ano, as festas se multiplicaram, com confraternizações, formaturas e os momentos em família como a ceia de Natal e o Réveillon. Este último, perdeu sua tradição em Afogados. Lembro que nas antigas, em setembro o povo já começava a se preparar para a famosa ‘noite de ano’, comemorada no dia 31 de dezembro. A internet não existia e tudo era natural. Nos arredores da Praça Arruda Câmara, paiós de abacaxis eram expostos à venda na noite de ano, além de melancia, manga, picolé, garra e o tradicional bolo de caco, acompanhado da garrafinha, feita de Ki-suco de morango, uva e laranja. Eita que a menineira enchia o bucho, num orgulho da molesta! As sofridas barracas de feira, eram bem procuradas na escolha de roupas e calçados. Os moradores da zona rural vinham cum força, enchendo a praça num roda-roda da molesta, enquanto o padre celebrava a missa. As músicas tocadas nos parques de diversão eram os sucessos dos LPs da época, “pira pira pirou, pira pira, a flor do desejo do maracujá, eu também quero beijar”. Tudo era ‘deferente’, e cada um vivia sua felicidade conforme seu mundo. Os avanços vieram e deixaram pra trás as tradições, os bons costumes e deram espaço a tecnologia desvairada… Em vez da felicidade, ambição, poder e depressão. E assim começamos a vegetar no corre-corre, no desamor do chamado mundo cão. Feliz quem viveu as vivências das antigas!