Medo do desemprego nunca foi tão alto como agora

trabalhadores_medo-desempregoCom o Brasil acumulando 13,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em maio, segundo dados do IBGE, o trabalhador e a trabalhadora brasileiros olham sem esperança para o futuro; pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o medo do desemprego cresceu 4,2 pontos no segundo trimestre deste ano, chegando aos 67,9 pontos; é o pior resultado da série história iniciada em 1996.

Com o Brasil acumulando 13,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o trabalhador brasileiro olha sem esperança para o futuro. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o medo do desemprego cresceu 4,2 pontos no segundo trimestre deste ano, chegando aos 67,9 pontos, o pior resultado da série história iniciada em 1996.

Segundo a CNI, o medo de perder o emprego é maior entre os homens. A alta do temor do desemprego neste grupo foi de 5,6 pontos, contra 2,8 pontos entre as mulheres.

Para o gerente-executivo de pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, a população não está confiante na recuperação econômica e não enxerga uma reação no mercado de trabalho. “As pessoas não visualizam isso no seu bairro, nem nas empresas em que trabalham e começam a tomar decisões que acabam por refletir em recuperação ainda mais lenta, como consumir menos.”

Ainda segundo o levantamento da CNI, o medo do desemprego é maior no Nordeste do Brasil. Ali, o índice passou de 69,3 para 74,1 pontos. A única queda foi registrada no Norte/Centro-Oeste, onde o índice recuou de 61,4 pontos para 58,6. 
Faixa etária

O temor é maior entre os mais jovens (entre 16 e 24 anos). Nessa faixa etária, o IMD deterioroiu-se de 63,4 para 70,8 pontos entre março e junho. Também piorou entre os mais velhos (55 anos ou mais) — de 58,9 para 67,9 pontos. A única faixa em que o IMD apresentou alguma melhora no trimestre foi entre 25 e 34 anos, ao passar de 67,6 para 66,8 pontos.

O indicador também está pior — e piorou mais em junho — entre aqueles que ganham até 1 salário mínimo (R$ 954). Nessa faixa de renda, o indicador avançou de 70 para 77,4 pontos.